A biofarmacêutica GSK apresentou resultados de quatro anos do estudo RUBY, que indicam que a combinação de dostarlimabe com quimioterapia aumenta a sobrevida global em pacientes com câncer de endométrio avançado ou recorrente dMMR/MSI-H. O estudo mostrou que 72,8% das pacientes estavam vivas após quatro anos, contra 40,3% que receberam apenas quimioterapia.
O estudo de fase 3 RUBY, apresentado no Encontro Anual da Sociedade de Oncologia Ginecológica em San Juan, Porto Rico, avaliou o uso de dostarlimabe em combinação com quimioterapia padrão para câncer de endométrio primário avançado ou recorrente com deficiência na enzima de reparo do DNA (dMMR/MSI-H). A combinação reduziu em 66% o risco de progressão ou morte em comparação à quimioterapia isolada.
O câncer de endométrio é o sexto mais comum entre mulheres no Brasil, com 9.650 casos estimados para 2026, sendo que 32% são diagnosticados em estágio avançado, com baixa sobrevida. Cerca de 30% das pacientes apresentam dMMR, tornando-se candidatas ideais para imunoterapia.
Angelica Nogueira Rodrigues, oncologista e pesquisadora da UFMG, afirmou que os dados representam avanço significativo no tratamento, com potencial de intenção curativa para algumas pacientes. Tatiana Pires, líder médica da GSK Brasil, destacou a segurança do tratamento, sem novos sinais adversos no longo prazo.
Os eventos adversos mais comuns foram alopecia, fadiga, náusea, neuropatia periférica e artralgia. O estudo RUBY envolveu 494 pacientes em um ensaio global, randomizado e duplo-cego, com acompanhamento de quatro anos.


