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Economia

ETHA acumula 2 milhões de ETH, mas não pode repassar rendimentos de staking a cotistas

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de maio de 2026 22:45
Carla Fernandes
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Tempo: 3 min.
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O iShares Ethereum Trust (ETHA), que acumula 2 milhões de ether (ETH) e US$ 7,3 bilhões em ativos, não pode repassar a seus cotistas os rendimentos de staking de 3% a 5% ao ano devido a restrições impostas pela SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). A defasagem estrutural pode chegar a uma diferença de 30% a 65% no retorno total em uma década em comparação com a detenção direta de ether com staking, de acordo com análise divulgada por veículos de imprensa.

O ETHA é um truste estatutário de Delaware que detém ether à vista e cobra taxa de administração de 0,25% ao ano. Diferentemente de detentores diretos de ETH, que podem fazer staking e receber recompensas de 3% a 5% ao ano em ether adicional, o ETF não pode participar do mecanismo de prova de participação (proof of stake) por não ter autorização da SEC. A Nasdaq apresentou um pedido de alteração regulatória em julho de 2025, mas a agência adiou a decisão sucessivamente até novembro do mesmo ano.

O impacto do rendimento perdido é significativo no longo prazo. Em um exemplo citado, uma posição de US$ 15 mil mantida por dois anos: se o ether não variar de preço, o investidor direto com staking termina com 6% a 10% mais ether, enquanto o cotista do ETHA termina com saldo levemente menor devido às taxas. Em dez anos, a diferença acumulada pode representar uma perda de retorno de 30% a 65% em relação ao staking direto, dependendo da taxa de validação.

Apesar da desvantagem, o ETF ainda é útil para contas com benefício fiscal, como IRAs e 401(k)s, e para corretoras tradicionais que bloqueiam a posse direta de criptomoedas. Fundos similares, como o Fidelity Ethereum Fund (FETH) e o fundo convertido da Grayscale, enfrentam a mesma proibição de staking, de modo que a troca entre ETFs não elimina a lacuna.

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O preço do ether negociado perto de US$ 2.200, com queda de cerca de 25% no ano, agrava o problema: enquanto o staker direto ao menos acumulou novos ethers a preços descontados, o cotista do ETHA não obteve nenhum rendimento. Saídas de aproximadamente US$ 26 milhões no início de maio e uma série de resgates similares ao longo do ano sugerem que parte dos investidores já está migrando para opções de staking direto. A aprovação do staking pela SEC continua sendo o fator que pode mudar esse cenário.

TAGGED:Criptomoedasetfethaethereumisharesrendimento-passivosecstaking
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