Os Estados Unidos e o Irã indicaram progresso nas negociações para encerrar hostilidades, com um memorando de entendimento em fase final, segundo autoridades de ambos os países neste sábado (23). Apesar disso, continuam as ameaças públicas de ataques caso o acordo não seja fechado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã está “cada vez mais perto” de aceitar um acordo de paz, após declarar anteriormente uma chance “sólida de 50/50”. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em Nova Délhi que poderia haver “boas notícias” ainda neste sábado ou nos próximos dias.
Autoridades iranianas confirmaram que um memorando de entendimento de 14 pontos está em fase final, com posições se aproximando entre Teerã e Washington. O programa nuclear iraniano deve ser discutido posteriormente. O Paquistão intensifica a mediação, com o chefe do exército paquistanês em Teerã para facilitar o diálogo.
Apesar dos avanços, Trump e Rubio mantêm ameaças de ataques contra o Irã caso o acordo fracasse. O principal negociador iraniano advertiu que uma nova guerra resultaria em uma resposta militar mais forte. As negociações ainda não resolveram o conflito nem restabeleceram o tráfego no Estreito de Ormuz, afetando o mercado global de petróleo.
O chanceler iraniano criticou as exigências de Washington em conversas com a ONU e países vizinhos. O Catar apoia as iniciativas diplomáticas e participa da mediação. O grupo Hezbollah exige a inclusão do Líbano no cessar-fogo, enquanto Israel alerta para possíveis ataques no sul do país.


