Os Estados Unidos passaram a restringir a entrada de viajantes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul a partir de 21 de maio, devido ao avanço do surto de ebola na África Central. A triagem reforçada será feita no Aeroporto Internacional Washington Dulles, em Washington.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou que todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada devem entrar pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles para passar por triagem de saúde pública reforçada. A medida visa conter a disseminação do vírus ebola.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) do Departamento de Segurança Interna aplicarão a triagem no aeroporto. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou preocupação com o surto em 18 de maio, e a Embaixada dos EUA em Kampala suspendeu temporariamente os serviços de emissão de vistos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de ebola no Congo e em Uganda como emergência de saúde pública internacional em 17 de maio. Até o último sábado, foram registrados 336 casos suspeitos e 88 mortes, principalmente no Congo, com dois casos em Uganda. O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara sem tratamentos ou vacinas aprovados.


