O crescimento dos data centers no Brasil aumenta a demanda por energia elétrica, segundo Pedro Rodrigues, sócio do CBIE. Os pedidos de conexão ao Ministério de Minas e Energia cresceram 330% entre 2024 e 2025, e o Operador Nacional do Sistema projeta necessidade de 13,2 GW até 2035.
Pedro Rodrigues afirmou que a expansão dos data centers e da inteligência artificial no país exige uma ampliação da capacidade de geração de energia elétrica. Ele destacou que o Brasil possui uma matriz limpa, com hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
O especialista comentou que a exigência de autoprodução de energia para cada empreendimento, proposta pelo programa Redata, pode encarecer os projetos e reduzir a atratividade do Brasil para investidores. Segundo ele, a segurança no fornecimento é prioridade para empresas de processamento de dados, seguida pela renovabilidade da matriz.
Rodrigues citou estimativas globais que indicam que o consumo elétrico dos data centers deve dobrar até 2030, atingindo o equivalente ao consumo total do Japão. Ele também mencionou que, nos Estados Unidos, foram liberados terrenos federais para construção conjunta de data centers e usinas, além de medidas para acelerar o licenciamento nuclear.
O debate sobre o modelo regulatório para atrair investimentos em data centers no Brasil ganha força com o Redata, programa do governo federal. A combinação entre energia competitiva, segurança no suprimento e regras claras será decisiva para o país disputar investimentos globais ligados à inteligência artificial.


