As exportações brasileiras por carga aérea cresceram 43% no primeiro trimestre de 2026, alcançando US$ 5,8 bilhões, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O transporte aéreo de cargas movimentou 308,7 mil toneladas, entre operações domésticas e internacionais.
O mercado doméstico registrou movimentação total de 101,2 mil toneladas, queda de 1,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O transporte por aeronaves cargueiras cresceu 18,3%, chegando a 39,8 mil toneladas, enquanto o transporte em aeronaves mistas caiu 11,2%, totalizando 61,4 mil toneladas. As principais rotas domésticas foram Manaus-Guarulhos e Manaus-Viracopos.
No cenário internacional, a movimentação de carga aérea somou 207,5 mil toneladas, estável em relação a 2025. Aeronaves cargueiras cresceram 10,9%, transportando 99,5 mil toneladas, e aeronaves mistas caíram 9,3%, com 107,9 mil toneladas. Estados Unidos, Canadá e Suíça foram os principais destinos das exportações, que representaram 48,3% do valor exportado.
As importações aéreas somaram US$ 13,6 bilhões, alta de 0,8%, lideradas por Estados Unidos, China e Alemanha. Produtos farmacêuticos, máquinas e eletrônicos continuam entre os itens mais relevantes no comércio aéreo internacional brasileiro.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o avanço da carga aérea reflete o fortalecimento da logística e a capacidade do setor de responder ao crescimento do comércio internacional. O secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou a importância do monitoramento técnico para orientar políticas públicas e investimentos.


