Fazendas adaptam alojamentos, cozinhas e banheiros para trabalhadores durante a safra de café, seguindo cartilha com orientações do Sistema OCEMG e FAEMG/SENAR para garantir condições adequadas de trabalho e moradia.
A cartilha “Práticas Trabalhistas na Cafeicultura”, elaborada pelo Sistema OCEMG e pelo Sistema FAEMG/SENAR, orienta produtores sobre a organização de alojamentos, moradias familiares, instalações sanitárias, refeitórios, lavanderias e áreas de lazer para trabalhadores rurais durante a safra.
Os alojamentos devem ter ventilação, iluminação adequada, coleta de lixo, instalações elétricas seguras e separação entre homens e mulheres, além de distância mínima de 15 metros de depósitos de defensivos agrícolas. Moradias para trabalhadores com famílias precisam garantir ventilação, água protegida, sistema de esgoto e distância de currais, com cessão formalizada por contrato e comunicação ao sindicato.
As instalações sanitárias devem oferecer privacidade, água limpa, sabonete e papel higiênico. Refeitórios precisam dispor de mesas laváveis, assentos suficientes, recipientes para lixo e água potável sem copos coletivos. Lavanderias devem ser cobertas, ventiladas e abastecidas com água limpa para lavagem das roupas dos trabalhadores.
Quando a hospedagem é terceirizada, os estabelecimentos devem estar autorizados pelo poder público e atender critérios de higiene, conforto e separação por gênero. A cooperativa Cooxupé, que reúne mais de 21 mil cafeicultores em Minas Gerais e São Paulo, inclui essas orientações em palestras e materiais para os produtores durante a safra.


