Filas de alpinistas se acumulam na Zona da Morte do Monte Everest durante temporada recorde, com 274 pessoas alcançando o cume em um único dia, segundo o Departamento de Turismo do Nepal.
Durante a temporada atual, filas enormes de alpinistas se formam na chamada Zona da Morte do Monte Everest, faixa acima dos 8 mil metros onde o oxigênio é insuficiente para o corpo humano funcionar normalmente. Mesmo com cilindros suplementares, os riscos incluem exaustão, hipotermia, edema cerebral, edema pulmonar e morte súbita.
Na quarta-feira (20), 274 alpinistas chegaram ao cume pelo lado do Nepal, superando o recorde anterior de 223 em 2019. O Departamento de Turismo do Nepal informou que quase 500 permissões foram emitidas para esta temporada.
O congestionamento aumentou após semanas de atraso causadas por um bloco de gelo de cerca de 30 metros que bloqueou a rota tradicional na Cascata de Gelo de Khumbu. A janela climática segura para a subida dura poucas semanas, concentrando as tentativas de escalada.
Imagens recentes mostram alpinistas formando filas longas na Zona da Morte, onde permanecer parado é extremamente perigoso devido à baixa oxigenação e ao risco de colapso físico.


