Jonathan Andic, filho de Isak Andic, fundador da Mango, foi preso sob suspeita de envolvimento na morte do pai, ocorrida em 14 de dezembro de 2024 no parque natural de Montserrat, Espanha. Ele pagou fiança de 1 milhão de euros e nega participação.
Isak Andic morreu após cair cerca de 150 metros de um penhasco enquanto fazia trilha com o filho Jonathan, que acionou os serviços de emergência. Inicialmente tratado como acidente, o caso foi reaberto e Jonathan passou a ser investigado oficialmente em outubro de 2025.
Perícia apontou inconsistências na versão de Jonathan, como a posição do corpo e ferimentos incompatíveis com acidente, além de pegadas no local que não condizem com escorregão. O juiz de Martorell concluiu haver evidências de participação ativa e premeditada de Jonathan na morte do pai.
Jonathan nega envolvimento e afirma ser inocente. O advogado Cristóbal Martell criticou a investigação e disse que “a teoria do homicídio não se sustenta”. A família divulgou nota em apoio a Jonathan, afirmando que não existe prova legítima contra ele.
Isak Andic fundou a Mango em 1984 e a transformou em uma gigante da moda, com 16 mil funcionários e faturamento de 3,3 bilhões de euros em 2024. Jonathan e as duas irmãs controlam uma holding com 95% da empresa. Investigações apontam tensões familiares relacionadas a planos de fundação beneficente e controle dos negócios.


