O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no Brasil, com cerca de 350 mil pacientes tratados anualmente pelo SUS. Cirurgias aumentaram 144% entre 2009 e 2024, mas desafios regionais e tecnológicos dificultam o controle da doença.
Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o glaucoma afeta milhares de brasileiros e é tratado principalmente com colírios fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A doença é causada pelo aumento da pressão intraocular, que danifica o nervo óptico e compromete a visão. Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado com diagnóstico e acompanhamento adequados.
Um estudo do Einstein Hospital Israelita revelou que o número de cirurgias de glaucoma no SUS subiu de 18,5 mil em 2009 para 45,2 mil em 2024, um aumento de 144%. No entanto, a distribuição dos procedimentos é desigual, com Sudeste e Norte apresentando maiores volumes proporcionais. A cirurgia convencional, trabeculectomia, ainda é frequente, apesar da existência de métodos minimamente invasivos mais seguros.
O total de exames para detecção da doença cresceu 65% entre 2019 e 2025, passando de 1,37 milhão para 2,26 milhões. O Sudeste liderou o aumento, enquanto o Nordeste teve o menor crescimento. Disparidades regionais são evidentes, com diferenças significativas na quantidade de exames por habitantes entre estados.
Especialistas alertam que o glaucoma é mais agressivo em pessoas negras, com início precoce e resistência maior a tratamentos. A detecção precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para preservar a visão e evitar a cegueira.


