O governo de Minas Gerais decidiu rever as condições da privatização da Copasa após receber propostas abaixo do preço mínimo esperado, segundo economista Cláudio Frischtak. Apenas duas empresas apresentaram ofertas, consideradas insuficientes para o Estado.
O economista Cláudio Frischtak afirmou que a revisão da privatização é negativa para a companhia, para o governo mineiro e para o mercado. Ele destacou que a decisão surpreendeu investidores e que o Estado deve esclarecer os motivos da mudança.
Frischtak avaliou que a revisão evitou um leilão sem interessados e pode permitir que o governo repense a modelagem da operação. Segundo ele, o processo pode ter sido conduzido com pressa devido ao calendário eleitoral e ao compromisso político de privatizar a Copasa.
O economista apontou que o desafio está no tamanho financeiro da operação, que exige recursos bilionários, e no número reduzido de investidores capazes de apresentar propostas competitivas. Grandes empresas do setor não participaram diretamente, em parte por endividamento e compromissos de investimento.
Frischtak defendeu que o governo busque investidores internacionais para ampliar a competição. Ele também ressaltou a importância da manutenção de uma golden share pelo Estado para influir em decisões estratégicas após a privatização, que traria agilidade e flexibilidade à operação da companhia.


