O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 1 bilhão com a venda de quotas de securitização da dívida ativa para o BTG Pactual. O valor será usado para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB), que enfrenta prejuízo por operações com o Banco Master. O DF ainda busca empréstimo de R$ 6,6 bilhões para cobrir o rombo.
O governo do Distrito Federal vendeu quotas de securitização da dívida ativa para o BTG Pactual e arrecadou R$ 1 bilhão. Esse recurso será transferido para o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo local, para reforçar seu capital após prejuízos relacionados a transações com o Banco Master.
Apesar da arrecadação, o BRB ainda necessita de recursos adicionais. O governo do DF tenta fechar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e bancos privados. O prazo para apresentar uma solução ao Banco Central (BC) termina na próxima sexta-feira, mas deve ser ampliado para permitir a implementação do plano.
Segundo interlocutores, 70% do plano para tirar o BRB da crise já foi cumprido. A venda dos ativos do Banco Master para o grupo Quadra Capital resolveu o problema de liquidez do banco. O grupo já aportou R$ 1 bilhão e deve investir mais R$ 3 bilhões até o fim do mês.
Para cumprir as regras de prudência, o BRB precisa levantar R$ 8,8 bilhões. A direção do banco intensifica esforços para fechar o empréstimo bancário ainda nesta semana, oferecendo garantias como ativos do Credcesta, terrenos do governo e a dívida ativa. O prejuízo estimado do BRB é de cerca de R$ 8 bilhões, decorrente da compra suspeita de carteiras do Banco Master.


