O governo federal anunciou nesta segunda-feira (25) o quinto leilão Eco Invest, que deve captar até R$ 50 bilhões para financiar projetos inovadores em minerais críticos, biofertilizantes, biocombustíveis e baterias. O leilão está previsto para julho e contará com seis fundos de inovação e linhas de crédito corporativo.
O leilão Eco Invest criará seis fundos de inovação nas áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos, proteínas alternativas, combustíveis verdes, biogás, inteligência artificial, sistemas de baterias, química verde e resíduos industriais. O Tesouro Nacional aportará R$ 9 bilhões, com R$ 1,5 bilhão para cada fundo, e as instituições financeiras devem alavancar pelo menos duas vezes esse valor, podendo chegar a R$ 50 bilhões em investimentos totais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa ajudará a superar o primeiro “vale da morte” da inovação, que é tirar ideias do papel e transformá-las em projetos aplicados. A seleção dos projetos considerará o valor de alavancagem, o montante do crédito corporativo e o percentual de financiamento a parcerias com universidades, que deve ser no mínimo 10%.
O Eco Invest utiliza o conceito de blend finance, combinando recursos públicos com juros baixos e complementação da iniciativa privada. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a importância dos investimentos em biofertilizantes e minerais críticos para reduzir a dependência externa e agregar valor à produção nacional.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, ressaltou que o programa estimula a agregação de valor para que o Brasil processe e industrialize minerais críticos, reduzindo a pressão ambiental e sobre a mineração. No evento em São Paulo, também foram divulgados os resultados do quarto leilão, que homologou R$ 3,1 bilhões em capital para projetos na Amazônia Legal.


