O grupo do senador Flávio Bolsonaro articula o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para resolver o impasse na sucessão do governo do Rio de Janeiro. A movimentação ocorre em meio a um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que está suspenso desde que o ministro Flávio Dino pediu vista.
Bolsonaristas do Rio de Janeiro planejam obstruir os trabalhos no Congresso nesta semana para pressionar o Supremo Tribunal Federal a decidir sobre a sucessão no governo fluminense. As bancadas do PL, União Brasil e PP na Câmara e no Senado estão unidas na estratégia, que visa garantir que Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, assuma o governo provisoriamente até as eleições de outubro.
Flávio Bolsonaro participou de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) no fim de semana, onde discutiu a estratégia com aliados como o ex-prefeito Marcelo Crivella, o ex-governador Cláudio Castro, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o próprio Douglas Ruas. A conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve ocorrer nesta semana, possivelmente por meio de interlocutores, já que Alcolumbre está em viagem aos Estados Unidos até quarta-feira (6) e depois segue para Santa Catarina.
O julgamento no STF que definirá o modelo de escolha do novo governador está parado desde que o ministro Flávio Dino pediu vista. Até o momento, o placar parcial é de 4 a 1 a favor da eleição indireta, com votos de André Mendonça, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Cristiano Zanin é o único a defender a eleição direta, pelo voto popular. Enquanto o julgamento não é concluído, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, permanece no comando do Palácio Guanabara.
O grupo de Flávio Bolsonaro quer que Douglas Ruas assuma o governo de forma legítima para garantir seu próprio palanque eleitoral e o controle da máquina estadual. Eles buscam retirar Ricardo Couto do cargo, que assumiu após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, seguindo a linha sucessória do Estado.

