O Grupo Mateus demitiu cerca de 6 mil funcionários e fechou 28 lojas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados no dia 14. A receita líquida avançou 13% na comparação anual, mas o lucro caiu 22% devido à deflação de alimentos e impacto de commodities.
O quadro de funcionários da rede supermercadista caiu de 47,9 mil para 41,2 mil empregados até o fim de 2025, redução superior a 13%. A empresa também inaugurou quatro novas unidades no trimestre. O presidente do conselho, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que haverá mais cortes de despesas, mas não de pessoal.
A receita líquida ficou 8% abaixo das projeções da XP, apesar do avanço anual de 13%. As vendas nas mesmas lojas caíram 7,3%, pressionadas por deflação de alimentos, crédito restrito e maior endividamento das famílias. A redução do canal de vendas em balcão contribuiu para a melhora da margem bruta, mas não compensou a queda de 30 pontos-base na margem de EBITDA ajustado.
Segundo o Itaú BBA, a geração de caixa foi positiva, com cerca de R$ 250 milhões no trimestre, resultado melhor que o esperado. No entanto, o banco prevê curto prazo desafiador devido ao fraco crescimento e cenário pressionado no Nordeste. Em 2024, o Grupo Mateus corrigiu superavaliação de estoques em R$ 1,1 bilhão, afetando o patrimônio líquido.
O mercado está dividido quanto às ações da empresa: BTG e XP recomendam compra, Itaú BBA avalia como outperform e Santander classifica como neutro.


