A guerra entre EUA e Israel e o Irã, iniciada no fim de fevereiro, desencadeou alta do petróleo, inflação global e fuga de capital para o dólar, afetando moedas de países emergentes de forma desigual. Enquanto importadores de energia viram suas divisas despencarem, exportadores como o Brasil oscilam entre ganhos com commodities e pressões inflacionárias internas, segundo análise de economistas ouvidos pela imprensa internacional.
Países que dependem de importação de petróleo, como Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Egito, estão entre os mais atingidos. A rupia indiana caiu cerca de 5% frente ao dólar desde o início do conflito, atingindo mínimas recordes. Para conter a desvalorização, bancos centrais como o da Indonésia elevaram juros e venderam reservas em dólares.
Já moedas de economias como África do Sul, Colômbia, Chile e México têm apresentado forte volatilidade, alternando quedas e recuperações conforme o apetite por risco. O real brasileiro, embora beneficiado pelos preços mais altos do petróleo, sofre com a possibilidade de inflação elevada e incerteza política antes da eleição presidencial de outubro, segundo a economista Luiza Pinese, da XP.
Na outra ponta, a moeda chinesa se manteve estável graças a controles de capital, e o rublo russo valorizou-se com as altas receitas de energia. Entre as economias desenvolvidas, o dólar e o franco suíço se fortaleceram inicialmente, enquanto o iene japonês caiu por conta da dependência energética do país. O euro e a libra esterlina também sofreram com custos de energia e inflação.


