A guerra no Oriente Médio e o fechamento do estreito de Ormus elevaram o preço dos combustíveis globalmente, acelerando a adoção de carros elétricos e híbridos, segundo especialista da Fundação Getulio Vargas.
O coordenador acadêmico da Fundação Getulio Vargas para cursos automotivos, Antônio Jorge Martins, afirmou que os carros elétricos atraem a sociedade não apenas pelo custo do combustível, mas pela tecnologia embarcada superior aos veículos tradicionais.
Martins destacou que, apesar da inovação, os veículos elétricos enfrentam forte depreciação em cinco a seis anos, especialmente na Europa, o que dificulta a revenda e desestimula a compra.
Ele apontou os modelos híbridos como solução imediata para os desafios da infraestrutura de recarga, que ainda exige investimentos para alcançar a meta de um ponto de carregamento para cada dez veículos. Os híbridos são os que mais crescem no mercado mundial e impulsionam o setor no Brasil.
Além disso, a redução dos incentivos fiscais na China tem levado empresas chinesas a expandir a produção no exterior, com mais de dez fábricas no Brasil, seja produzindo ou importando veículos.


