Hackers iranianos se passaram por recrutadores para atingir engenheiros de software do setor de aviação, petróleo e gás dos EUA, Israel e Emirados Árabes Unidos, segundo especialistas em cibersegurança.
Segundo pesquisadores da Palo Alto Networks, os hackers usaram anúncios falsos de emprego e softwares de videoconferência infectados para tentar acessar redes corporativas. O foco foram engenheiros de software, por seu acesso privilegiado aos sistemas.
Especialistas afirmam que não há evidências de invasão bem-sucedida nas empresas miradas, mas outras organizações podem ter sido comprometidas. Autoridades americanas monitoram sinais de intrusão digital diante da incapacidade do Irã de atingir o território dos EUA com mísseis.
O Aviation Information Sharing and Analysis Center afirmou que ataques cibernéticos no setor aéreo eram esperados em razão da guerra. O presidente do grupo, Jeffrey Troy, disse que a ofensiva combina espionagem, engano e infiltração operacional.
Pesquisadores destacam que grupos cibernéticos ligados ao Irã mantêm alto ritmo de operação mesmo sob pressão militar, indicando que o conflito intensificou a espionagem digital iraniana.


