O Hezbollah está utilizando drones de fibra ótica, adaptados da guerra da Ucrânia, como principal arma contra Israel. Treze soldados israelenses foram mortos nas últimas semanas no sul do rio Litani, segundo especialistas. A tecnologia, de baixo custo e difícil detecção, representa um desafio para as forças de defesa israelenses.
Os drones de fibra ótica são controlados por um cabo leve, ao contrário dos tradicionais que usam ondas de rádio, que podem ser bloqueadas. Voam a baixa altitude, escapando de radares, e podem carregar granadas ou RPGs. “Há modelos que conseguem transportar bombas capazes de destruir paredes de prédios”, afirma Yissachar Ruas, especialista em aviação militar e ex-membro da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Combates do Exército Israelense.
A Ucrânia foi pioneira no uso em larga escala desses drones, fabricando milhões de unidades desde o início da guerra. O Hezbollah os adotou inicialmente contra alvos militares, mas depois passou a atingir civis no norte de Israel. A indústria israelense busca soluções tecnológicas combinadas, incluindo sistemas acústicos testados na Ucrânia, para enfrentar a ameaça.
O campo de batalha ucraniano serve como laboratório para novas táticas de guerra, e Israel já enfrenta as consequências desse spillover tecnológico. A situação é agravada pelo cessar-fogo precário mediado por Donald Trump, que deixa soldados expostos enquanto aguardam negociações entre EUA e Irã.


