A Hospitalar 2026, realizada na Expo São Paulo nesta quinta-feira (22), reuniu tecnologias de ponta e, pela primeira vez, permitiu que povos indígenas compartilhassem saberes ancestrais no maior encontro de saúde da América Latina.
A feira apresentou inteligência artificial, robôs cirúrgicos e equipamentos modernos que prometem revolucionar o atendimento hospitalar. Pela primeira vez em 31 edições, povos indígenas participaram para expor seus conhecimentos tradicionais, representados por um líder da Bahia convidado pela ANBIEOTEC.
O representante destacou que a presença indígena marca um avanço regulatório e promove a integração entre a inteligência ancestral e a tecnologia ocidental, sem divisão entre os saberes. Foram apresentados usos medicinais de ervas, garrafadas, rapés e pomadas naturais, utilizados há séculos por pajés e xamãs para curar pessoas e territórios.
Entre os desafios para levar tecnologia às aldeias estão o acesso difícil e a pouca participação indígena no desenvolvimento das soluções. O projeto Raman, que integra indígenas, técnicos de saúde e médicos, é citado como exemplo de sucesso.
O stand da Anbiotec Brasil, inspirado em malocas indígenas, foi construído com bambu colhido em Tapiraí e será reutilizado em uma aldeia Guarani da região, reforçando um ciclo construtivo consciente e conectado ao território.


