Os intervalos entre os El Niños mais intensos têm diminuído nas últimas décadas. A NOAA prevê com 96% de probabilidade um novo episódio forte ou muito forte entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, que pode causar impactos climáticos no Brasil.
O último super El Niño ocorreu em 2015-2016, com pico de 2,6 °C acima da média, o maior já registrado por instrumentos modernos. O evento de 2023-2024 teve pico de cerca de 2 °C, próximo ao limite para ser considerado super El Niño. A NOAA projeta que um novo episódio forte ou muito forte deve se desenvolver até o fim de 2026, com 96% de probabilidade de persistir entre dezembro deste ano e fevereiro de 2027.
Os intervalos entre os El Niños extremos têm diminuído: de 18 anos entre 1997 e 2015 para 8 anos entre 2015 e 2023, podendo cair para 3 anos até 2026. Essa tendência, embora estatisticamente frágil, está alinhada a modelos climáticos que indicam maior frequência desses eventos.
No Brasil, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alerta para a possibilidade de repetição dos impactos do El Niño de 2023-2024. O Norte e o Nordeste podem enfrentar redução das chuvas, aumento das temperaturas e agravamento da seca. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, há maior risco de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos, principalmente na Serra Gaúcha, Planalto Meridional e região de Porto Alegre.
O El Niño de 2023-2024 também elevou a temperatura média global acima de 1,5 °C em relação ao período pré-industrial, marco importante para o aquecimento global. Cientistas destacam que cada evento apresenta características próprias, exigindo monitoramento contínuo para orientar preparação e planejamento.


