Investimentos do Rioprevidência em fundos administrados pelo Banco Master tiveram perdas de até 90% e rendimento inferior à poupança, segundo investigação da Polícia Federal e relatório do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.
Documentos da Polícia Federal apresentados ao Supremo Tribunal Federal e análises do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro revelam que o Rioprevidência aplicou R$ 3 bilhões em fundos do Banco Master com alto risco e sem análises técnicas adequadas. Um dos fundos, Texas I, perdeu 90% do valor em poucos meses, concentrando 96% do patrimônio em ações da Ambipar, empresa investigada por manipulação de mercado.
Outro fundo, Arena, recebeu R$ 1 bilhão e teve rendimento médio de 4% entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, inferior ao CDI e à poupança. O Tribunal de Contas apontou falta de racionalidade econômica e pagamento de taxas a terceiros para operações que o Rioprevidência poderia realizar internamente.
O fundo Revolution também foi alvo de aportes, totalizando R$ 415 milhões até julho de 2025, com indícios de irregularidades e risco elevado devido à falta de transparência e prazo longo para resgate. A defesa do ex-governador negou relação pessoal indevida com o dono do banco e afirmou que os fundos Arena e Revolution foram integralmente resgatados ou tiveram pedido de resgate.

