Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo do Irã, afirmou neste domingo (24) que administrar o Estreito de Ormuz é um direito legal de Teerã para garantir a segurança nacional. Ele também advertiu que o país pode se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear caso seja ameaçado.
Rezaei declarou que a administração iraniana do Estreito de Ormuz encerra 50 anos de insegurança no Golfo Pérsico. Ele alertou que qualquer ataque ao Estreito enfrentará uma resposta “excepcionalmente difícil e dolorosa” e que o Irã poderá abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações para um acordo de paz com o Irã avançam, mas ressaltou que é necessário evitar erros. Segundo ele, Washington e Teerã negociaram um memorando para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito.
As negociações ainda enfrentam divergências sobre as ambições nucleares do Irã, a suspensão das sanções, a liberação de receitas petrolíferas congeladas e o conflito no Líbano envolvendo o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.


