Com R$ 1,7 trilhão em ativos, o mercado de previdência brasileiro busca inovação. A gestora JiveMauá aposta em créditos estruturados e debêntures de infraestrutura, com estratégia de precificar ativos assumindo o pior cenário e repassando ganhos adicionais ao cotista, segundo o sócio Samer Serhan.
Em evento promovido por uma corretora, Serhan explicou que a filosofia é montar operações como se a empresa tomadora do crédito fosse inevitavelmente dar errado. “A gente precifica os ativos assumindo que a empresa vai entrar em recuperação judicial, que vai pedir renegociação. E monta a estrutura de crédito de tal forma que, se isso acontecer, tenhamos a melhor recuperabilidade possível”, afirmou.
A estratégia também prevê que, se a empresa superar as projeções, o ganho extra seja integralmente repassado ao cotista. “Além do retorno tradicional — CDI mais 2%, 3%, 4% ao ano — existem prêmios adicionais que fazem a operação render CDI mais 3 ou mais 4”, detalhou Serhan.
No Brasil, os fundos de previdência ainda têm acesso restrito a ativos alternativos, diferentemente de mercados maduros, onde alocam entre 20% e 25% do patrimônio. Serhan acredita que a regulação brasileira deve seguir a tendência global, mas, enquanto isso, “tem muita coisa boa que já é possível fazer”.


