O julgamento do padrasto acusado pela morte do menino Henry Borel começou nesta segunda-feira (25) no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, após desistência de novo adiamento. O réu chegou a pedir a destituição dos advogados, mas manteve a defesa. A juíza determinou transferência para presídio de segurança máxima.
O réu, padrasto da criança, solicitou a troca da equipe de defesa após o líder da equipe sofrer um infarto, mas voltou atrás e manteve os advogados, incluindo o filho recém-formado. A juíza Elizabeth Machado Louro conduziu a escolha dos sete jurados para o julgamento.
A magistrada também determinou a transferência do réu do presídio Bangu 8 para Bangu 1, unidade de segurança máxima, após sugestão do promotor Fábio Vieira dos Santos. O julgamento foi interrompido para almoço após a leitura da denúncia do Ministério Público.
O Ministério Público acusa o padrasto de homicídio qualificado por meio cruel e a mãe da criança por homicídio por omissão qualificado. Estão previstos depoimentos de quatro testemunhas nesta segunda-feira, entre delegados, perito e médico legista. O julgamento deve durar de cinco a sete dias.
O pai da criança, que atua como assistente da acusação, afirmou que a família pretende mostrar a rede de influência usada para ocultar evidências do crime. A defesa mantém a versão de que a morte foi acidental e reclama falta de acesso a todas as provas.


