Os juros futuros negociados na B3 fecharam estáveis nesta quarta-feira (27), apesar do IPCA-15 de maio acima do previsto e da queda de cerca de 5% no preço do petróleo. O mercado aguarda a divulgação antecipada do Caged e um leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional nesta quinta-feira.
As taxas do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, 2029 e 2031 oscilaram levemente, fechando em 14,065%, 13,83% e 13,915%, respectivamente. A estabilidade ocorreu em meio a um jogo de forças entre o índice de inflação e a queda nas cotações do petróleo.
O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acima da expectativa de 0,56%, mas sem indicar piora significativa na dinâmica inflacionária, segundo a estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Angelo. Componentes voláteis, como condomínio e seguro de automóvel, explicaram o avanço.
O Ministério do Trabalho e Emprego antecipou a divulgação do Caged de abril para quinta-feira, o que sugere um resultado forte no mercado de trabalho. O mercado também espera um leilão maior de títulos prefixados do Tesouro Nacional, o que pode influenciar as taxas de juros.
Com a inflação persistente, mas controlada, a maioria dos agentes financeiros aposta em redução de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em junho, com probabilidade estimada em 84%, conforme cálculo do economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano.


