O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, enfrenta pressão para apertar a política monetária diante da alta inflação, mas busca manter independência política do presidente Trump. A estratégia deve priorizar a redução do balanço patrimonial em vez do aumento da taxa de juros.
A inflação medida pelo índice Core PCE está no 91º percentil da série histórica de 12 meses, indicando forte pressão inflacionária. Ao mesmo tempo, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 49,8, nível considerado recessivo, enquanto o índice de volatilidade VIX permanece em 16,76, sinalizando complacência nos mercados de opções.
O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atingiu 4,62% em 21 de maio, refletindo o aperto monetário já precificado pelo mercado de títulos. A taxa de desemprego em 4% oferece cobertura política para que Warsh adote medidas mais rígidas sem provocar reação negativa sobre o emprego.
Warsh deve anunciar a aceleração da redução dos ativos do Fed em seu primeiro encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), uma ação técnica que evita o impacto negativo de aumentos diretos da taxa de juros. O secretário do Tesouro destacou que o funcionamento do balanço do Fed é pouco compreendido, o que aumenta a incerteza sobre os efeitos da política.


