O congresso do landsmanšaft sudeto-alemão em Brno, no Morávia do Sul, gerou críticas de líderes políticos nesta quarta-feira (27). O presidente do SPD chamou o evento de provocação e criticou a divisão social causada. O ex-primeiro-ministro Fiala atacou o ministro das Relações Exteriores por minimizar encontro diplomático e defendeu o congresso como tentativa de reconciliação.
O congresso do landsmanšaft sudeto-alemão, realizado no fim de semana em Brno, provocou debate intenso na política tcheca. O presidente do SPD afirmou que o evento não buscou unir a sociedade, mas sim dividir, classificando-o como provocação. Ele também criticou a reação do dirigente do grupo, que chamou a resolução do congresso de “farsa” e associou o landsmanšaft à retórica dos nazistas sudeto-alemães, citando membros da NSDAP no documento fundador.
O ex-primeiro-ministro Fiala criticou duramente o ministro das Relações Exteriores, que minimizou a importância do encontro do presidente tcheco com o premiê da Baviera, chamando-o de “categoria de peso” inferior. Fiala chamou a postura de irresponsável e de nacionalismo primitivo, afirmando que a ausência de representantes do governo no encontro foi uma política inacreditável.
Fiala defendeu o congresso do landsmanšaft como uma tentativa de promover reconciliação e lamentou o uso político do evento por partidos governistas, classificando a exploração do tema como perigosa e irresponsável por reacender paixões nacionalistas em questão já resolvida.


