Há 60 anos, Jacqueline Susann lançou ‘O vale das bonecas’, que vendeu 31 milhões de exemplares mesmo com críticas negativas. O livro narra a vida de três jovens viciadas em anfetaminas e barbitúricos em Hollywood e influenciou a indústria editorial.
Jacqueline Susann, ex-atriz de televisão de 47 anos, lançou o livro que a crítica desprezava. O escritor Truman Capote chegou a afirmar que ela “não escreve, datilografa”. Apesar disso, “O vale das bonecas” vendeu 31 milhões de exemplares e mudou a indústria editorial.
A obra conta a história de Anne, Neely e Jennifer, três jovens viciadas em “bonecas”, apelido para anfetaminas e barbitúricos que circulavam em Hollywood. O livro mostra que, embora as personagens busquem homens que as sustentem, elas enfrentam aborto, dependência química e conflitos pessoais.
O feminismo presente no livro é indireto e involuntário, revelando que a beleza tem prazo de validade, o talento sem apoio pode destruir e que a amizade entre mulheres resiste a desafios como maridos, contratos e overdoses. O livro também reflete questões atuais, como o uso de medicamentos para emagrecimento e dependência química.
A obra foi adaptada para o cinema em 1967 e influenciou a moda e a cultura, com elementos que retornam em coleções recentes. A escritora Marguerite Yourcenar criticava a classificação do livro como “literatura feminina”, defendendo que existe apenas literatura.

