Relatório da Impact-se revela que livros didáticos jordanianos do ano letivo 2025-2026 reproduzem antissemitismo, associando judeus a características negativas e omitindo Israel nos mapas escolares.
O currículo escolar da Jordânia continua apresentando conteúdo antissemita e discriminatório, segundo relatório da organização Impact-se, sediada em Londres. A análise de 125 materiais didáticos do ano letivo 2025-2026 identificou padrões que associam judeus a mentira, traição e fraudes financeiras, além de omitir o Estado de Israel nos mapas, substituindo-o pela designação “Palestina”.
O documento destaca que o Holocausto é tratado de forma superficial ou sequer mencionado em alguns livros. O sionismo é descrito como um projeto racista do Ocidente, e a relação diplomática entre Jordânia e Israel, firmada em 1994, é minimizada no currículo. Também são reforçadas leituras violentas da jihad, com exaltação de soldados jordanianos mortos em confrontos com Israel.
Apesar disso, o relatório aponta avanços isolados, como o respeito às comunidades cristãs e o aumento da presença feminina em cargos de liderança. O diretor da Impact-se afirmou que a manutenção desses conteúdos problemáticos contraria a imagem de moderação e coexistência que a Jordânia busca apresentar internacionalmente.


