A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,261 bilhão no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 19,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita operacional líquida aumentou 7,4%, impulsionada pelos segmentos móvel e fixo.
O Ebitda da companhia subiu 8,9% na comparação anual, alcançando R$ 6,209 bilhões, com margem de 40,2%, alta de 0,5 ponto percentual. A receita do segmento móvel cresceu 6,6%, enquanto o fixo avançou 5,1%. No móvel, a receita do pós-pago subiu 7,8%, e a do pré-pago caiu 1%.
Os custos operacionais aumentaram 6,5%, totalizando R$ 9,248 bilhões, com despesas de pessoal subindo 7,7% para R$ 1,668 bilhão devido a contratações e reajustes. A provisão para devedores duvidosos teve alta de 13,2%, para R$ 435 milhões, impactada por um cliente corporativo específico, sem aumento na inadimplência de consumidores finais.
O resultado financeiro gerou despesa de R$ 720 milhões, alta de 26,6%, devido ao maior endividamento após a aquisição da FiBrasil e ao avanço nos passivos de arrendamento, alinhado à estratégia de expansão da rede.
Os investimentos somaram R$ 2,048 bilhões, alta de 9,6%, principalmente para expansão da rede 5G, que já cobre 905 cidades e 71% da população. O fluxo de caixa livre atingiu R$ 2,200 bilhões, aumento de 3,6%, impulsionado pelo crescimento do Ebitda e menor consumo de capital circulante.
A dívida líquida caiu 19,6% em relação ao quarto trimestre de 2025, para R$ 10,542 bilhões, com alavancagem de 0,4 vez, indicando fortalecimento do balanço da empresa.

