O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump não abordou temas sensíveis como o Pix e as facções criminosas na reunião bilateral realizada em 7 de maio, na Casa Branca. O encontro, reservado, concentrou-se em questões econômicas e avançou no diálogo institucional entre Brasil e Estados Unidos.
A reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump teve caráter reservado e integrou a agenda estratégica entre Brasil e Estados Unidos. Lula declarou que saiu satisfeito do encontro, que foi produtivo apesar da ausência de debate sobre pontos considerados prioritários pelo governo brasileiro.
As discussões se concentraram em temas econômicos, com destaque para tarifas comerciais e divergências entre os dois países. Lula indicou que as equipes técnicas devem buscar uma solução negociada em até 30 dias.
O presidente brasileiro propôs ainda um debate sobre o combate ao crime organizado em escala internacional, com articulação entre países da América Latina, tema que foi apresentado como prioridade estratégica, mas não foi discutido na reunião. Outro assunto relevante foi a exploração de terras raras, área de interesse dos Estados Unidos, com o Brasil buscando parcerias internacionais que respeitem sua soberania e regulação nacional.
A reunião durou mais do que o previsto e não contou com coletiva conjunta no Salão Oval. O formato foi alterado, e as declarações foram feitas posteriormente na embaixada brasileira em Washington.


