O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (22) que o combate ao feminicídio una atuação dos Três Poderes, punição rigorosa e educação desde a infância. Ele afirmou que o tema deve ser incluído no currículo escolar e tratado em igrejas, sindicatos, Congresso e empresas.
Lula afirmou que homens precisam se envolver na mudança de comportamento para enfrentar a violência contra mulheres. “O menino tem que aprender na escola, desde pequeno, que ele não é melhor do que a mulher, que não é superior, que tem que ser igual e aprender a respeitar”, disse.
O presidente comentou o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado com o Poder Judiciário, Senado e Câmara. Desde o lançamento, o governo aprovou 11 leis, editou quatro decretos e tomou 24 decisões no Executivo. Mais de 6,3 mil prisões ocorreram em mutirão coordenado pelo Ministério da Justiça.
As Casas da Mulher realizaram 148 mil atendimentos desde janeiro, com 12 unidades em funcionamento e 30 em implantação. O Ligue 180 registrou aumento de 14% nos atendimentos e 23% nas denúncias no primeiro trimestre de 2026. Mais de 6,5 mil mulheres usam dispositivos de rastreamento integrados às tornozeleiras eletrônicas dos agressores.
Lula também destacou políticas de mobilidade social por meio da educação e igualdade racial, citando o programa Pé-de-Meia, ampliado para incentivar a formação de professores e reduzir a evasão escolar de jovens que deixam o ensino médio para ajudar no orçamento familiar.


