A Mastercard propôs que empresas de maquininhas brasileiras compartilhem o prejuízo de cerca de R$ 5 bilhões decorrente da liquidação do Will Bank, fintech do grupo Master. A proposta inclui usar valores pagos pelos clientes para reembolsar a empresa antes de repassar recursos às credenciadoras.
A Mastercard pagou cerca de 50% do total processado pelas maquininhas antes da liquidação do Will Bank e agora busca reaver parte dos valores por meio de um contrato enviado a adquirentes como Rede, Cielo, Stone e PagSeguro. A iniciativa ocorre após o Banco Central estabelecer regras que responsabilizam as empresas de pagamento pelo pagamento ao usuário recebedor, inclusive com recursos próprios.
A empresa argumenta que o caso do Will Bank não deveria seguir as novas normas, pois a liquidação ocorreu em janeiro, antes do prazo de adaptação até maio. A Cielo afirmou que as adquirentes não são responsáveis pelas garantias das operações e não podem escolher os emissores envolvidos. Mastercard, Stone e Rede não comentaram, e a PagSeguro remeteu o pedido à Associação Brasileira de Internet, que não respondeu.

