Médicos chamam atenção nesta terça-feira (19), Dia Nacional de Combate à Cefaleia, para a necessidade de procurar especialista quando a dor de cabeça ocorre três ou mais vezes por mês durante pelo menos três meses.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os transtornos de dor de cabeça entre as condições neurológicas mais comuns, afetando cerca de 40% da população mundial, o equivalente a 3,1 bilhões de pessoas. No Brasil, mais de 30 milhões convivem com enxaqueca crônica, uma condição que pode causar incapacitação significativa.
O neurocirurgião Orlando Maia explica que dores de cabeça frequentes podem indicar condições neurológicas, infecções ou alterações estruturais que precisam de avaliação especializada. Ele alerta que a automedicação e a normalização da dor podem atrasar diagnósticos importantes.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) destaca que hábitos como má alimentação, jejum prolongado, estresse e sedentarismo contribuem para o desenvolvimento das dores. A entidade recomenda tratamento multidisciplinar, envolvendo neurologista, odontólogo, nutricionista, psicólogo, enfermeira e fisioterapeuta, para casos crônicos.
Segundo a SBC, a automedicação é um dos principais erros no tratamento, podendo agravar a frequência e intensidade das dores. A campanha “3 é Demais”, lançada no Maio Bordô, reforça que quem sofre três episódios mensais de dor de cabeça por três meses seguidos deve buscar ajuda profissional para diagnóstico e tratamento adequados.


