O mercado financeiro elevou a projeção para a inflação de 2026 para 5,04%, ultrapassando o teto da meta oficial de 4,5%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25). A alta consecutiva reflete o impacto da guerra no Irã nos preços globais de energia e combustíveis.
A estimativa para o IPCA subiu pela 11ª vez seguida, passando de 4,92% para 5,04%. O centro da meta oficial permanece em 3%, conforme o Conselho Monetário Nacional (CMN). A pressão inflacionária dificulta a queda acelerada dos juros nos próximos anos.
O Boletim Focus também mostra melhora na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, que passou de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a previsão de crescimento caiu de 1,77% para 1,70%, indicando desaceleração econômica no médio prazo.
A taxa Selic deve ficar em 13,25% no fim de 2026 e em 11,25% em 2027, com juros estimados em 10% para 2028 e 2029. Atualmente, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a taxa básica em 14,50% ao ano.
A projeção para o dólar no fechamento de 2026 recuou de R$ 5,20 para R$ 5,17, e para 2027 caiu de R$ 5,27 para R$ 5,26. O mercado aguarda a reunião do Banco Central em junho para avaliar possíveis cortes nos juros.


