Em 2025, seis categorias de produtos concentraram 50,09% das compras corporativas no Brasil, totalizando R$ 1,6 trilhão em transações, segundo a Qive.
Dados do Panorama do Contas a Pagar, da Qive, indicam que combustíveis e derivados de petróleo foram a categoria com maior valor movimentado, somando R$ 233,8 bilhões. Veículos e autopeças responderam por R$ 201,2 bilhões, enquanto máquinas e equipamentos mecânicos totalizaram R$ 105,6 bilhões.
O setor varejista liderou as compras com R$ 766,16 bilhões, equivalente a 47,7% do volume financeiro, seguido pela indústria, com R$ 524,42 bilhões. A indústria, por sua vez, liderou as vendas com R$ 812,31 bilhões.
A frequência de notas fiscais emitidas mostrou que produtos farmacêuticos tiveram a maior recorrência, com 23,34 milhões de documentos em 2025. A análise também destaca que R$ 4,07 trilhões dos pagamentos entre 2023 e 2025 foram feitos a prazo, representando 76,8% dos documentos emitidos.
Segundo Vitor de Araujo, cofundador da Qive, a reforma tributária pode impactar a interdependência entre empresas e fornecedores, exigindo maior controle sobre documentos, prazos e créditos fiscais para garantir eficiência e competitividade.


