Michelle Bolsonaro evitou comentar a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, gerando desconforto entre os filhos do ex-presidente e aliados no PL.
Carlos e Eduardo Bolsonaro reclamaram da ausência de uma defesa pública mais enfática da ex-primeira-dama após ela afirmar que perguntas sobre o caso deveriam ser feitas “ao próprio Flávio”.
No mesmo evento em Brasília, Michelle chamou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de “irmão em Cristo” ao comentar a autorização para que Jair Bolsonaro recebesse um cabeleireiro durante prisão domiciliar, gesto interpretado como distensão.
Aliados interpretam a postura de Michelle como tentativa de preservar seu espaço político e manter distância da crise enfrentada por Flávio Bolsonaro. Interlocutores próximos negam cálculo político e afirmam que a prioridade dela está nos cuidados com Jair Bolsonaro.
Dirigentes do PL trabalham com prazo de 15 dias para avaliar os efeitos da crise na candidatura de Flávio, enquanto o nome de Michelle circula como alternativa política dentro do partido.


