A corrida global por minerais críticos, como o cobre, impulsiona o debate sobre tratar as mineradoras juniores como startups do setor de infraestrutura. A discussão, em curso há um ano em um laboratório da Universidade de Stanford, defende que essas empresas usam tecnologia intensiva e modelos replicáveis, com potencial de gerar ‘unicórnios’ avaliados em US$ 1 bilhão.
De acordo com a análise, as mineradoras juniores utilizam intensamente tecnologia para pesquisas iniciais e, após comprovada viabilidade, o modelo pode ser replicado em outras minas. A agregação de valor pelo refino também permitiria que diferentes minas alimentassem um mesmo processo produtivo, reforçando o paralelo com startups. Uma publicação canadense apontou que cerca de 20 empresas do setor poderiam atingir valor de mercado de US$ 1 bilhão com a valorização do cobre, tornando-se os chamados ‘unicórnios’.
O cobre é apontado como essencial para a transição energética, transformação digital e modernização de infraestrutura. O colunista afirmou que o mineral pode ter valor estratégico superior ao do petróleo no longo prazo. Apesar do potencial, o avanço das mineradoras juniores no Brasil é lento, principalmente pela dificuldade de acesso a capital. Fundos tradicionais de private equity mostram resistência aos riscos do setor. O colunista mencionou o crowdfunding como alternativa de financiamento para democratizar o investimento.
Canadá e Austrália são referências por terem bolsas de valores que facilitam a abertura de capital das mineradoras juniores. O colunista criticou que empresas brasileiras acabam registradas nesses países para ter acesso a mercados. A Arábia Saudita também foi citada como exemplo, com sua estratégia ‘Visão 2030’ para atrair mineradoras. Para o colunista, o Brasil precisa acelerar seus processos enquanto ainda há espaço para avançar sem concorrência acirrada.


