O programa Minha Casa, Minha Vida ampliou em abril de 2026 a Faixa 4 para famílias com renda mensal entre R$ 9.600 e R$ 13 mil, elevando o limite dos imóveis para R$ 600 mil e oferecendo juros de 10,50% ao ano para cotistas do FGTS.
A ampliação da Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida, aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentada pelo Ministério das Cidades, elevou o teto dos imóveis para R$ 600 mil, um reajuste de 20% em relação ao limite anterior de R$ 500 mil. Na Faixa 3, o limite subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
Embora as faixas 3 e 4 não contem com subsídios diretos, oferecem condições de crédito atrativas, como juros de 10,50% ao ano para cotistas do FGTS na Faixa 4, inferiores aos 12% ou mais praticados no mercado livre. O prazo para financiamento pode chegar a 35 anos, com possibilidade de usar o FGTS para entrada, amortização e abatimento de parcelas.
O Ministério das Cidades estima que 87,5 mil famílias serão beneficiadas com a medida, incluindo 8,2 mil novas inclusões na Faixa 4 e 31,3 mil na Faixa 3, resultado da redução dos juros. O programa tem impulsionado o setor habitacional, com mais de 1,9 milhão de unidades contratadas desde 2023 e investimentos públicos superiores a R$ 300 bilhões.
Roberto Carlos Ceratto, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, afirmou: “Parece uma mudança simples, mas é muito emblemática na vida das pessoas.” O presidente Lula reforçou a iniciativa em Brasília no mês passado: “Todo mundo quer trocar o aluguel pela prestação da casa.” Simulações podem ser feitas pelo aplicativo da Caixa ou em agências bancárias.

