A moagem de trigo no Brasil atingiu 13,27 milhões de toneladas em 2025, segundo a Abitrigo, representando aumento de 0,6% em relação ao ano anterior. O crescimento acompanha maior consumo de produtos derivados do trigo, como pães, massas e biscoitos.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), 140 moinhos de 105 empresas processaram o cereal no ano passado. A panificação e as pré-misturas consumiram 30% da farinha, seguidas pela indústria de massas, que cresceu para 18% da representatividade.
O Paraná lidera a moagem anual com 3,5 milhões de toneladas, enquanto Santa Catarina e São Paulo apresentam capacidade instalada maior que a moagem realizada. O setor enfrenta pressão na rentabilidade devido a custos logísticos e oscilações cambiais, segundo o presidente da Abitrigo, Daniel Kummel.
Apesar do avanço, o Brasil produziu 7,9 milhões de toneladas de trigo em 2025, mas consumiu cerca de 12 milhões, mantendo dependência das importações, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Moinhos próximos ao litoral preferem importar devido à logística mais conveniente.
Conflitos internacionais e tensões geopolíticas aumentam a volatilidade dos preços globais do trigo. Para garantir o abastecimento, os moinhos mantêm estoques físicos entre três e quatro meses, conforme a entidade.


