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Economia

Modelo regulatório não intervencionista completa 30 anos e impulsiona telecomunicações

Fernanda Scano
Última atualização: 14 de maio de 2026 08:25
Fernanda Scano
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Tempo: 2 min.
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Há 30 anos, o Brasil adotou um modelo regulatório para telecomunicações que priorizou a abertura e a pouca intervenção estatal. Em 2026, com o fim das concessões, o setor alcança a maturidade desse modelo que estimulou investimentos e modernização.

Em 1996, o governo federal decidiu criar uma regulação setorial para as telecomunicações, que até então eram controladas por empresas estatais. A Lei Geral de Telecomunicações, aprovada em 1997, permitiu a privatização e estabeleceu um modelo regulatório inovador, baseado em autorizações com interferência estatal limitada.

O modelo definiu concessões restritas à telefonia fixa e por prazo limitado até 2025, enquanto os serviços móveis e de banda larga passaram a operar sob autorizações. Essa estrutura favoreceu a entrada de novos empreendedores, a competição e o desenvolvimento de serviços de valor agregado, base da economia digital atual.

O fim das concessões em 2026 marca a maturidade do modelo que revolucionou o setor, trazendo dinamismo e investimentos sem onerar os cofres públicos. Apesar de desafios em outros setores com modelos intervencionistas, a experiência das telecomunicações demonstra que a regulação pública não intervencionista é um caminho sustentável para o futuro.

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O professor titular da FGV Direito SP, Carlos Ari Sundfeld, destaca que preservar os acertos desse modelo é essencial para continuar promovendo inovação e eficiência nas telecomunicações brasileiras.

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