Habitantes da província de Ituri, na República Democrática do Congo, invadiram hospital em Mongbwalu para exigir o corpo de líder religioso morto por ebola, segundo autoridades nesta segunda-feira (25). O surto, identificado em 15 de maio, já causou mais de 200 mortes.
O surto de ebola na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, foi detectado pela primeira vez em Mongbwalu em 15 de maio. Desde então, o vírus matou mais de 200 pessoas no país, segundo autoridades locais.
Na noite de domingo, um grupo de jovens invadiu o hospital de Mongbwalu em quatro ocasiões para exigir o corpo de um líder religioso que morreu em decorrência da doença. Soldados dispersaram a multidão com tiros de advertência, conforme relato de um funcionário da unidade médica que pediu anonimato.
A cepa responsável pelo surto é a Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento disponível. As medidas para conter a disseminação dependem de precauções e rastreamento rápido de contatos.
Nas áreas rurais, familiares realizam rituais funerários que aumentam o risco de contágio, segundo líder da sociedade civil em Ituri. Na quinta-feira, o hospital de Rwampara teve tendas incendiadas após familiares serem impedidos de levar corpos para enterro devido ao risco de transmissão.


