Moradores afetados pela explosão no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, protestaram nesta sexta-feira (22) contra o fim do contrato que garantia hospedagem em hotéis. Cerca de 60 pessoas participaram do ato na Avenida Presidente Altino, que foi interditada nos dois sentidos. As famílias reclamam da ausência de auxílio-aluguel e de definição sobre moradia definitiva.
A explosão ocorreu em 11 de maio após uma obra da Sabesp atingir uma tubulação de gás da Comgás, causando duas mortes e danos em dezenas de imóveis. Desde então, os desabrigados estão alojados em casas de parentes ou hotéis, com a promessa da Comgás de custear as diárias até a obtenção de moradia definitiva.
O contrato entre Sabesp e Comgás para hospedagem em hotéis encerrou em 22 de maio e não foi prorrogado, o que levou os moradores a serem avisados para deixar os hotéis. Eles ainda não receberam informações claras sobre auxílio-aluguel, reassentamento ou uso de imóveis da CDHU, que iniciou cadastramento das famílias afetadas.
Durante o protesto, moradores expressaram insatisfação com a falta de respostas e temem ser obrigados a aceitar apartamentos, preferindo retornar às casas na comunidade. Um morador relatou problema na transferência para hotel em Osasco, sem reserva confirmada, e retorno ao Jaguaré sem moradia.
A Polícia Militar acompanha o protesto para garantir a ordem, com apoio da CET e Corpo de Bombeiros.


