Motociclistas de aplicativo no Estado de São Paulo registram lucro líquido médio de R$ 15,43 por hora, superior aos R$ 14,34 dos motoristas de carro, segundo levantamento da plataforma GigU divulgado nesta segunda-feira (25). A margem de lucro das motos é de 64,8%, contra 46% dos automóveis.
O estudo da GigU, com dados de fevereiro de 2026, aponta que, apesar de motoristas de carro terem receita mediana mensal de R$ 8.660, seus custos somam R$ 4.678, o que representa 54% do faturamento. Já os motociclistas faturam R$ 4.330, mas têm despesas de R$ 1.523, ou 35,2% da receita, o que eleva a margem de lucro.
Luiz Gustavo Neves, CEO e cofundador da GigU, explicou que a diferença ocorre pela estrutura de custos. “O carro concentra despesas estruturais mais pesadas, como financiamento, seguro, combustível e manutenção, que pressionam a margem mesmo em cenários de alta demanda. Já a moto combina menor custo de aquisição, menor carga tributária e maior eficiência de deslocamento, o que reduz o tempo ocioso e amplia o número de corridas ou entregas por hora”, afirmou.
A vantagem das motos se repete em 11 estados, incluindo Minas Gerais, Paraná e Pernambuco. Em Minas, a margem dos motociclistas é de 68,8% com lucro de R$ 15,76 por hora, acima dos motoristas de carro, que têm margem de 43% e lucro de R$ 14,34. Em Pernambuco, a diferença é maior, com motociclistas lucrando R$ 14,33 por hora contra R$ 9,49 dos motoristas de carro.
A GigU analisou dados de 150 mil motoristas em todo o país, sendo 23 mil em São Paulo, incluindo trabalhadores de aplicativos de caronas e delivery. O levantamento não considera variáveis como segurança, conforto e perfil de serviço, que influenciam a escolha do veículo.


