O Ministério Público de Alagoas enviou ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 19 de maio pedindo esclarecimentos sobre supostas irregularidades na Federação Alagoana de Futebol (FAF) e institutos privados ligados à entidade e à família Feijó.
O documento, assinado pelo promotor Anderson Cláudio de Almeida Barbosa, solicita informações sobre relações da CBF com os institutos IFPP e IFAGP, auditorias, repasses financeiros e mecanismos de fiscalização da FAF. A investigação teve origem em denúncia anônima que aponta concentração familiar de poder na FAF desde 2008, envolvendo Gustavo Feijó, diretor de seleções da CBF, e seu filho, Felipe Feijó, atual presidente da federação.
Segundo a denúncia, há suspeitas de uso de institutos privados para operacionalizar recursos públicos e privados, movimentações financeiras incompatíveis, empréstimos do presidente da FAF à entidade, pagamentos a empresa ligada à irmã do dirigente, ausência de prestação de contas detalhada e pressão sobre clubes filiados para assinatura de documentos relacionados à captação de recursos.
O promotor afirmou que a denúncia justifica diligências preliminares e que os fatos podem envolver desvio de recursos, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais. O MP questionou a CBF sobre conhecimento formal dos institutos, repasses financeiros ou programas de apoio à FAF nos últimos cinco anos e inconsistências nas prestações de contas entre 2023 e 2025, com prazo de 20 dias para resposta. A CBF não se posicionou até o momento.


