O Ministério Público de São Paulo analisa denúncia que sugere conexões entre Banco Master, Equatorial Energia e o processo de privatização da Sabesp e da EMAE, realizado entre 2024 e 2025.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público do Ministério Público de São Paulo investiga possível atuação integrada entre o Banco Master, a Equatorial Energia e agentes financeiros nas privatizações da Sabesp e da EMAE. A denúncia aponta favorecimento à Equatorial, com baixa concorrência e deságio de 44% na venda da Sabesp, realizada em julho de 2024 por cerca de R$ 6,9 bilhões, abaixo do valor de mercado estimado em mais de R$ 56 bilhões.
O BTG Pactual coordenou a oferta pública das ações da Sabesp, que teve demanda superior a R$ 200 bilhões, enquanto bancos tradicionais teriam ficado de fora das decisões estratégicas. O Banco Master teria intermediado recursos e organizado estruturas societárias para aquisição dos ativos públicos. O Fundo Phoenix S.A., criado pouco antes do leilão da EMAE em abril de 2024, venceu a disputa com proposta de R$ 1,04 bilhão.
O Ministério Público avalia abrir inquérito civil para aprofundar as investigações e pode encaminhar o caso às autoridades federais. A Equatorial Energia afirmou que participou do processo com transparência e legalidade.


