Estados Unidos e Irã tentam superar divergências na redação de um acordo que pode encerrar o conflito entre os países. Apesar de avanços nesta segunda-feira (25), o programa nuclear iraniano e as sanções americanas permanecem como pontos críticos.
A analista Fernanda Magnotta afirmou que qualquer acordo firmado será frágil, pois não resolve os pontos mais profundos do conflito, que envolvem questões militares e geoeconômicas, como o controle do Estreito de Ormuz e seus impactos no mercado global de energia e inflação.
Segundo o repórter Kevin Liptak, as negociações continuam travadas em detalhes da redação e dependem da aprovação do líder supremo iraniano, que está em local desconhecido. Os Estados Unidos afirmam que o Irã concordou em princípio em abrir mão do estoque de urânio altamente enriquecido, o que é negado pelos iranianos.
O Irã exige detalhes sobre quais sanções serão suspensas e quais ativos serão descongelados, enquanto os EUA condicionam qualquer alívio financeiro a avanços concretos. Magnotta destacou que os americanos têm pressa para encerrar o conflito, enquanto o Irã ganhou poder de barganha e não tem pressa para fechar o acordo.
Os pontos sensíveis entre os países, como o enriquecimento de urânio e as sanções, permanecem sem mudanças estruturais após 15 a 20 anos de negociações.


