O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a NR-1 para incluir riscos psicossociais na gestão de saúde e segurança ocupacional. Empresas devem identificar, avaliar e monitorar fatores como assédio e sobrecarga de trabalho, tornando a saúde mental uma responsabilidade das lideranças.
A nova NR-1 obriga as organizações a implementar processos estruturados para prevenção e monitoramento de riscos psicossociais, integrando-os ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O Instituto Livre de Assédio destaca a necessidade de atuação conjunta entre recursos humanos, compliance, jurídico, saúde ocupacional e lideranças para cumprir a norma.
Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2024, cerca de 472 mil afastamentos ocorreram por transtornos mentais relacionados ao trabalho, evidenciando o impacto dos riscos psicossociais. Pesquisa nacional aponta que 74% das empresas ainda não possuem gestão estruturada desses riscos, enfrentando desafios como baixa priorização e falta de capacitação de lideranças.
A presidente do Instituto Livre de Assédio, Ana Addobbati, afirma que a NR-1 amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores antes tratados como individuais, exigindo escuta ativa e monitoramento contínuo. A Associação Brasileira de Ergonomia avalia que a atualização promove mudança estrutural na gestão da saúde mental e fortalece a cultura organizacional.


