A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira (25) que o surto de Ebola na África Central já ultrapassa a capacidade de reação das equipes médicas e pode piorar nas próximas semanas. O número de mortes suspeitas chegou a 220, com casos confirmados na República Democrática do Congo e em Uganda.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que o vírus circulou por semanas sem ser detectado, permitindo várias cadeias de transmissão silenciosa antes da confirmação oficial do surto. O primeiro caso suspeito envolveu um profissional da saúde na província de Ituri, no Congo, que apresentou sintomas em 24 de abril e morreu dias depois.
O vírus Bundibugyo foi confirmado em 15 de maio, mas não há vacina aprovada para essa variante. A situação é agravada pela instabilidade causada por conflitos armados nas regiões afetadas, dificultando o acesso das autoridades de saúde e o monitoramento da população. Uganda confirmou sete casos e ampliou o alerta sanitário.
A OMS teme que países vizinhos ao Congo sejam rapidamente impactados caso não haja medidas urgentes. Tedros e o responsável pelo setor de emergências da OMS, Chikwe Ihekweazu, viajarão ao Congo nesta terça-feira (26) para acompanhar os trabalhos de contenção. Especialistas afirmam que o número real de contaminados pode ser maior devido a transmissões não identificadas.


